De Fernando de Pádua

30.3.12

29 de Março de 2012 - Quinta feira

Amigas e Amigos

Não me levem a mal que vos diga nesta mensagem, que hoje é o dia de Maria Archer.
Maria Emília Archer Eyrolles Balthazar Moreira, já falecida, era irmã de minha mãe Irene (que com seus três filhos viveu em Almodôvar nos anos de 1928 a 32) e de minha tia Eugénia Balthazar Costa (que em Almodôvar viveu praticamente toda a vida com o marido e 3 filhos também). Era sobrinha de Gregório Balthazar Moreira, o nosso velho tio lavrador de Almodôvar (GB) e de José João Balthazar, o velho tio lavrador e farmacêutico de Castro Verde. Ambos, ao longo de todos os anos da nossa adolescência, nos convidaram a mim, meu irmão e minha irmã, para irmos fazer as nossas férias grandes nas suas casas.
Hoje Maria Archer é homenageada no Salão Nobre do Teatro da Trindade (como vos contei na mensagem de 8 de Março). Já o foi na Maia e em Espinho, nestes dois ou três meses atras. O dia de hoje deve-se à iniciativa da sobrinha e minha prima Dra. Maria Rita Amaro Gomes, Presidente da Associação “Mulher Migrante”, da Dra. Maria Manuela Aguiar, Presidente da Assembleia Geral da mesma Associação e ex Secretária de Estado das Comunidades Portuguesas, e minha também, como sobrinho e Presidente da Fundação Professor Fernando de Pádua.
Falo da família de Maria Archer para falar do Alentejo e de Almodôvar, e para que sintam também orgulho nela como um pouquinho vossa. Mulher d’avant garde em Africa (Moçambique, Guiné e Angola, por onde andou com seus pais) em Portugal e no Brasil (onde se refugiou quando a PIDE a perseguiu em Lisboa, apreendendo-lhe dois livros). Maria Archer, foi venerada no seu tempo como uma grande escritora e jornalista (num tempo em que as mulheres praticamente não existiam na literatura!). Afirmou-se sempre como lutadora «contra o conceito arcaico da inferioridade mental da mulher portuguesa»!!!
A sua vida foi já divulgada em várias teses de mestrado e de doutoramento em Portugal e no Brasil: duas autoras Mestra Dina Botelho, da Universidade Nova de Lisboa e Professora Doutora Elisabeth Baptista da Universidade de Mato Grosso no Brasil, falarão hoje sobre ela no Teatro da Trindade, e bem assim três familiares: Olga Archer Moreira, sobrinha neta, Maria Rita Amaro Gomes e eu próprio, para além de diversas outras personalidades citadas no Programa.

Hoje nesta nossa mensagem, o dia é de Maria Archer!

Xi-Coração para todos

Fernando de Pádua

1 Comments:

Blogger Unknown said...

Caro Prof. Pádua
Muito me admiro de um prof. catedrático empregar a expressão "chamar de", à brasileira! O verbo chamar não é seguido de 'de'.

3:40 da tarde

 

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